Peppino Bar - balcão disputado e com ótimos coquetéis

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Peppino Bar - balcão disputado e com ótimos coquetéis

É necessário disputar um espaço no bar que fica no Itaim Bibi, mas o clima de paquera é certeiro - tanto quanto os coquetéis bem elaborados

Era uma quinta-feira à noite, por volta das 21h, quando chegamos à porta do Peppino Bar, no Itaim Bibi. João Lucas Leme, da Espíritos Brasileiros pontuou: “Ufa, não tá lotado, tá su-a-ve!”. Ledo engano.

O segurança da porta alertou: “Não tem mesa disponível”, mas ok somos durões e vamos ficar no bar mesmo, ao que ele respondeu com um sorriso de canto: “mas nem lá”. Ao passarmos pelo portal de luz neon vermelha com o nome do estabelecimento, já sentimos aquela falta de um quadrado para cada um. Pronto, travamos ali. Um olhar rápido e percebemos que o amigão da porta estava certo. 

“Com licença, opa, deixa eu passar aqui”, e voilá – achamos uma brecha bem apertada no balcão. No bar, a fábrica de coquetéis estava pegando fogo. Com muita habilidade entre bailarinas, coqueteleiras, bitter gelo e mais gelo, os bartenders não paravam. Quatro Gin Gin Mule, cinco Gin Gin Mule, shots de Negroni para uma mesa, e mais Gin Gin Mule que perdi as contas de quantas vi saindo naquela uma hora. Acho que não temos dúvida qual é o favorito do público.

O Peppino é “o irmão mais novo e rebelde” do Nino Cucina, como o próprio chef Rodolfo de Santis diz. Inaugurado este ano, o bar teve curadoria inicial de Fabio La Pietra, que acabou voltando para o Subastor, e agora quem comanda é o Jonathan Ursine .

Três amigas do nosso lado esquerdo conversavam, comiam petiscos e editavam fotos para postar nas redes sociais. Ao nosso lado direito, uma cena rara de se ver no meio toda aquela badalação: uma mulher elegante estudava enquanto bebericava na sua taça de vinho - textos e uma caneta à mão, indiferente a todo o barulho. 

Pedimos os drinks da nova carta do Peppino – ‘El Cartel Torinense’, elaborado por Fabio La Pietra, que leva Maraschino, Cinzano, Espolar reposado e o Genever  Onder de Boompjes. E um clássico: a releitura Balsamic Bramble – que leva Gin, aceto balsâmico e limão siciliano, decorado com aquela amarena para alegria da população. Todos feitos pelo Cabral.

Confesso que ficar uma hora e meia no balcão do Peppino foi o suficiente para ficar alegre – o Cabral nos presenteou com uma surpresa que ele inventou na hora, algo com Genever Onder de Boompjes, morango e algo a mais que não sei dizer – bem leve, porém perigoso. Passados mais 15 minutos fomos surpreendidos com um Shot de Americano.

Para comer, a casa oferece um menu de petiscos bem elaborados. Pedimos atum cruda e uma pizza burrata (quero repetir).

Pagamos a conta e só de esperar o táxi chegar, formou uma fila na frente do bar, e o clima prometia ir até altas. Portanto se você está solteiro(a) é um ótimo lugar para ir paquerar, e se você está compromissado, ou muito bem, obrigado – vá do mesmo jeito para experimentar os coquetéis (tente chegar cedo para não pegar a badalação).

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