Rafael Mariachi desbrava a infusão para festival de gim

Cocktails, Rafael Mariachi -

Rafael Mariachi desbrava a infusão para festival de gim

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Rafael estará no gastropub dia 24/11 para apresentar a criação. Enquanto isso, confira um bate-papo que fizemos com ele e entenda um pouco mais sobre a receita criada e o universo das infusões:

O que é infusão?

Existe um erro comum que cometemos e acho que ele é proveniente das buscas de internet: maceração é diferente de infusão. Se você vai para qualquer país latino-americano, a palavra infusão é bastante incomum nos bares. Se você for ao Peru, por exemplo, o que tem de mais comum é o macerado da casa, feito de pisco. Infusão está ligada a calor, enquanto a maceração é a frio.

O gim é uma infusão ou maceração?

Para fazer o gim, botânicos são colocados em contato com álcool neutro, o que resulta em uma maceração de botânicos. Na maioria das produções, esse processo é colocado sob pressão para acelerar a extração. Depois dessa fase, o álcool com a extração é destilado, resultando um líquido transparente repleto de aromas. Esse processo é o mais básico e usual. Entretanto, existe outro processo, menos usual, feito à vapor.

Ainda que o gim se origine de uma maceração, seu drinque tem uma infusão. Como é isso?

Para criar o Emmanuelle eu faço uma infusão, ou seja, eu faço um chá de camomila mais concentrado. Extração mediante calor, eis a infusão. A ideia é criar um drinque que alie ideias conceituais e comerciais. Todo mundo fala que o paladar do brasileiro não é apurado, mas se você vai pra fora do Brasil, 8 em 10 drinques vendidos são cítricos ou doces. Então eu faço um drinque que é composto por suco de tangerina e licor de pera. Não quero fazer uma bebida que só bartenders entendam, mas eu quero algo que destaque os botânicos do meu gim e agrade o paladar do público.

O que é o Emmanuelle então?

É um drinque-aperitivo. Ele é servido em taça coupe e segue uma tendência de coquetelaria de origem. Chá com gim remente diretamente a Londres, mas daí entra a tangerina e o licor de pera para globalizar o coquetel, respectivamente, com sabores ligados a França e a América do Sul. Dessa forma, a gente faz uma coquetelaria de fusão de origem. 


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