O LIVRO DO GIN

Virga -

O LIVRO DO GIN

'Os Segredos do Gim' é o primeiro livro brasileiro que fala do processo de produção da bebida, dá nota a diversos rótulos e traz receitas de drinques 

O lançamento de Os Segredos do Gim, de José Osvaldo Amarante, pela Mescla Editorial, não poderia ser mais oportuno: o gim está em alta no mundo todo. A onda, ao que tudo indica, se propagou a partir da Espanha, onde tomar uma tônica é verdadeira mania, especialmente no verão, e os bartenders resolveram fazer releituras do coquetel. Em pouco tempo, a ideia estava nos bares de Portugal e da Grécia e logo a moda se alastrou.

O autor, um dos maiores especialistas em bebidas do país, reúne todas as informações sobre a produção e o consumo do gim no Brasil e no exterior.

Segundo Amarante, a primeira data de que se tem registro na produção de gim foi no início do século XVII, na Holanda. Mais tarde, a bebida chegou ao Reino Unido, levada pelos britânicos que formaram as tropas que lutaram na Holanda durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). “A bebida fez imenso sucesso no Reino Unido, em particular na Inglaterra, razão pela qual hoje é considerada a pátria do gim”, complementa o autor.

Sobre o mercado brasileiro, Amarante revela que o Brasil já teve mais marcas de gim do que hoje em dia. Em 1989, diz ele, as de melhor nível eram cinco. Em meados de 2016, a situação inverteu-se, só restando uma marca nacional razoável: Seagers. Por outro lado, segundo o autor, hoje é possível encontrar no país maior diversidade de gins importados. “No segundo semestre de 2016, na esteira do boom do gim, surgiram os primeiros gins premium de pequenos lotes produzidos no Brasil. Os pioneiros foram Arapuru, Draco e Virga”, conta o especialista.

REVIVAL. O consumo de gim recebeu um impulso extra com o revival dos coquetéis puxado pelos Estados Unidos. Pelo menos três drinques clássicos dos mais apreciados levam gim: dry martini, negroni e gim tônica, entre vários outros.

Este é o primeiro livro brasileiro sobre a bebida que nasceu na Holanda e tem o nome inspirado na palavra latina juniperus, o zimbro, que se transformou em jenever ou genever. Amarante trata da produção, classifica os principais rótulos de acordo com sua preferência. De quebra, dá receitas de drinques.


Deixe um comentário